Guitarra Inglesa
A guitarra inglesa é um instrumento de cordas – um tipo de cítara – popular na Europa por volta de 1750-1850. Não se sabe quando o identificador "inglês" se conectou ao instrumento: na época de sua introdução na Grã-Bretanha e durante seu período de popularidade, aparentemente era conhecido simplesmente como viola ou guitarra.
O instrumento tem corpo em forma de pera, base plana e braço curto e está relacionado com a Guitarra portuguesa e a Waldzither alemã.
Os primeiros exemplos tinham cravelhas (semelhantes a um violino ou alaúde), mas muitos exemplos de museus têm o que é comumente chamado de afinadores Preston, uma inovação que parece intimamente ligada ao instrumento. Na década de 1760, J. N. Preston, de Londres, inventou a afinação com chave de relógio, que era mais adequada às cordas curtas de metal. Os instrumentos fabricados em Dublin na década de 1760 costumam usar a afinação de engrenagem sem-fim adotada mais tarde pela viola espanhola.
A Guitarra inglesa conta com seis ordens de cordas, dos quais, as quatro mais agudas, formam pares e partilham afinação e as duas mais graves são cordas únicas e formam um total de dez.
A afinação, da corda mais fina à mais grave é: sol/sol, mi/mi, dó/dó, sol/sol, mi, dó.
A popularidade do guitarra inglesa refletia o desejo da classe abastada de tocar um instrumento musical simples. Burney relatou (em "Guitarra", Rees's Cyclopaedia, 1802-19) como sua moda por volta de 1765 era tão grande entre todas as classes de pessoas que quase arruinou os fabricantes de cravo; mas Jacob Kirkman recuperou a situação dando guitarras baratas para o povo em geral e para os cantores de baladas de rua, envergonhando assim as senhoras mais ricas a retornarem ao cravo.
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