Vichitra Veena

É conhecido na Índia desde o primeiro milênio (d.C.) e uma espécie de cítara nativa da Índia. Este instrumento possui uma parte que consiste num braço oco de madeira.
Embora seja usado como um instrumento sem trastes no sul da Índia, tem os trastes móveis da cítara no norte da Índia e há cordas simpáticas para fornecer a ressonância.
A afinação do instrumento é a mesma do Sitar.
O braço, largo, na horizontal, tem cerca de um metro de comprimento e 15cm de largura, com duas grandes cabaças ressonantes (tumba), que são decoradas com incrustações
de marfim e presas por baixo em cada extremidade. Essas extremidades são decoradas com cabeças de pavão, a ave nacional da Índia.
Existem quatro cordas principais e cinco cordas secundárias (chikaris), que são tocadas abertamente com o dedo mindinho. Abaixo delas estão 13 cordas simpáticas afinadas
com as notas do raag apropriado. A Vichitra veena tem um alcance de cinco oitavas. Duas palhetas (mizrab) idênticas às usadas para o sitar são usadas nos dedos médio e
indicador do músico na mão direita para tocar as cordas. Este, sendo um instrumento de cordas dedilhadas, é tocado com um slide (bola de vidro denominada Batta), na mão
esquerda que é movida pelas cordas principais para criar a melodia. Óleo de coco é colocado nas cordas para minimizar o atrito da mão deslizante que segura a "Batta".
O instrumento foi resgatado do esquecimento por Lalmani Misra que desenvolveu a técnica de tocar e criou composições de Misrabani; seu filho Gopal Shankar Misra tornou o repertório universal.

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